A onda do oceano azul está sacolejando os mares que não estão para peixe! A concorrência sangrenta, os impostos infinitos, a ingenuidade administrativa e a falta de preparo psicológico para lidar com os altos e baixos mercadológicos andam fritando os miolos dos ex-futuros empresários. Nos mais diversos nichos de empreendimento, quem não desenvolve a criatividade para inovar, surpreender, transformar, fica para trás. E foi inspirada na teoria do “oceano azul” que a mais nova dupla de assaltantes de sucesso desenvolveu a técnica do interfone. Elas, após anos de experiência em situações escandalosas nas quais o cliente geralmente sentia-se ofendido e passado para trás, muitas denúncias e anos de prisão, desenvolveram uma irreverente forma de usurpar sem que para isso tivessem que passar por dramas e sofrimentos, pelo contrário. As duas criaram uma demanda inédita em jovens solteiros da cidade de São Paulo que, ao serem abordados pelas “double sex”, passavam a ter status de suma importância entre os homens: o de gostosões!
Bonitas e atraentes, queriam tirar o dinheiro deles e dar prazer ao mesmo tempo, mas não o prazer sexual propriamente dito, o prazer desencadeado pelo sadismo e vaidade que todo homem tem guardado. Como desfazer a imagem assustadora dos revólveres e da morte iminente? Como fazer com que os homens sintam-se lisonjeados ao serem interfonados? Como controlar possíveis denúncias? Como trabalhar com prazer nesta área? As perguntas eram muitas e foram respondidas uma a uma até a hora do insight crucial! Os clientes seriam escolhidos de acordo com a conta bancária, o estado civil e o charme, o que lhes garantiria que mesmo sabendo que perderiam dinheiro, eles agradecessem a visita e o elogio, ou melhor, o assalto, assim, pouco a pouco mudariam a imagem cruel do roubo que passaria a ser visto como uma forma de investimento, marketing pessoal. Deu certo! Elas, altamente produzidas e cheirosas, interfonam em horários previamente calculados e dizem, com voz sexy e risadinhas, que querem subir. Eles, mesmo não identificando quem são, sempre abrem a porta, sempre! Lindas, elas tiram a capa preta, ficam de roupas íntimas, sacam o AR-15 e os obrigam a ficarem nus enquanto entregam-lhes todo o dinheiro.
“Este momento é permeado por muita alegria, rimos muito, nós e eles também. Recebemos muitos presentes, flores todos os dias e até propostas de casamento (risos). Certa vez, nos emocionamos com o depoimento de um cliente dizendo que mudamos a vida sexual dele e que agora o que não falta é pretendentes na praia dele. É um trabalho que dá muita satisfação e prazer. Estamos bem felizes” diz a cabeça da dupla em entrevista exclusiva para o programa “Grandes empresas, pequenos negócios”. A patente garante que este oceano azul seja de mares exclusivos e o lucro triplica a cada interfone que toca...